Comunicação Alternativa é pauta na Secom
- 11 de nov. de 2016
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A organização da Semana de Comunicação, em parceria com a Liga Experimental de Comunicação, realizou a mesa “Mídia Alternativa na Efetivação da Democracia”, na noite de quarta-feira (9). O debate contou com a presença de Roger Pires, jornalista e integrante do Coletivo Nigéria, Luis Valente, estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) e participante do Coletivo Zóio e o estudante de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e também do Zóio, Lucas Vieira. As discussões foram pautadas sob a ótica da constante construção de uma comunicação que dialogue com o sujeito e com a comunidade e que não se atenha apenas aos interesses da mídia hegemônica. Roger Pires apresentou o seu trabalho no Coletivo Nigéria, que produz conteúdo audiovisual pela cidade de Fortaleza. Um dos trabalhos mais marcantes do Nigéria, em parceria com o Coletivo Zóio, foi a produção do documentário Onze – a maior chacina da história do Ceará.
Relatos - Os convidados apresentaram suas experiências como comunicadores de mídia alternativa, dando destaque principalmente a linguagem e meios de transmissão empregadas nos produtos, geralmente disponibilizados na internet, como ocorre com os filmes do Nigéria.
"A gente acredita em engajamento mais que em números e tentamos produzir numa linguagem simples, que não se distancie do que as pessoas estão acostumadas", pontuou Roger Pires.
Trabalho árduo - “Como conseguir efetivar a democracia na mídia quando a própria mídia é o maior instrumento de golpe?”. Esse foi o questionamento lançado por Lucas Vieira. Segundo ele, no Coletivo Zóio os componentes realizam oficinas e procuram difundir informação e levar conhecimento para as comunidades através de ações e oficinas. Lucas aponta ainda a dificuldade de manutenção de trabalho da equipe, que atualmente tem sede em uma pequena oficina na Comunidade do São Miguel, extensão da grande chacina da Messejana.
Para Luis Valente, o papel da mídia alternativa na efetivação da democracia é fundamental. O estudante de jornalismo instigou seus colegas a pensarem o papel dessas ferramentas junto ao movimento de greve estudantil.
"As pessoas têm sede de comunicação, e a gente tem na universidade esse privilégio de conhecimento e técnicas. Se vocês acreditam que essas ocupações fazem a diferença, então façam valer a pena, pois tem muita gente que também gostaria de estar aqui", finaliza o estudante.
















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